Com o intuito de promover a conscientização e o debate sobre os impactos das mudanças climáticas no planeta e para incentivar a adoção de medidas que visem à mitigação desses impactos, foi criado em 2011 o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas, celebrado em 16 de março.
A mudança climática é um dos maiores desafios da sociedade nos últimos tempos. Temperaturas extremas, tempestades e/ou secas intensas, desgaste e empobrecimento do solo, elevação do nível do mar e derretimento de geleiras são alguns dos seus reflexos.
Quase todas as atividades humanas resultam no lançamento de gases de efeito estufa, mas você sabe como a mineração pode auxiliar na redução do impacto das mudanças climáticas e do aquecimento global?
Agenda climática na mineração
A agenda climática é prioridade para a Mineração do Brasil.
“O futuro do mundo está ligado ao futuro sustentável do meio ambiente. As questões climáticas estão no centro das preocupações de todo o mundo. Conservar a biodiversidade e combater o desmatamento – entre outras ações danosas – é necessário para conseguirmos entregar um mundo igual, ou melhor, para as novas gerações”, afirma Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Além da mudança de comportamento da indústria mineral com adoção de medidas cada vez mais sustentáveis, o Brasil é um dos principais players do setor mineral mundial.
Graças à sua vasta extensão territorial, plataforma continental e zona econômica exclusiva, apresentando diferentes e importantes formações geológicas, com uma grande diversidade mineral, inclusive de minerais estratégicos fundamentais no processo de descarbonização, transição energética e eletrificação.
A mineração é estratégica para o Brasil avançar nas agendas ambiental, climática e na expansão das novas economias.
Os minérios são insumos para desenvolver tecnologias inovadoras, que abrem muitas possibilidades para conquistas expressivas, como a evolução da descarbonização da economia, o crescimento da participação de fontes de energia limpa na matriz energética, entre outras.
Minerais estratégicos
O Brasil tem reservas e produção de bens minerais que serão importantes para processos produtivos de baixo carbono: sistemas/equipamentos para geração/armazenamento/ a partir de combustíveis fósseis, fontes solares, eólica, armazenamento, célula combustível, materiais leves e eficiência.
Alguns exemplos de minerais que serão necessários para fornecer equipamentos e sistemas para as tecnologias de energia limpa, e que o Brasil apresenta reservas e/ou produção são: o alumínio, molibdênio, níquel, cromo, tungstênio, PGMs (platinóides), silício, terras raras, grafita, cobalto, manganês, lítio, titânio, zinco chumbo e outros.
Investimentos no setor mineral
A Vale anunciou hoje (16/03), Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, que conseguiu produzir pela primeira vez, em escala industrial, uma pelota com qualidade comercial sem o uso de carvão antracito.
Realizado na pelotizadora de Vargem Grande (MG), o teste substituiu 100% do combustível fóssil por biocarbono no processo de queima da pelota, aglomerado de minério de ferro utilizado na produção de aço na siderurgia.
O biocarbono é um produto renovável, obtido através da carbonização de biomassa, portanto, de emissão zero.
A Vale está investindo entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões para reduzir em 33% suas emissões diretas e indiretas até 2030, alinhada ao Acordo de Paris, visando se tornar net zero em 2050.
Além disso, até 2035, a empresa se comprometeu a cortar em 15% suas emissões de escopo 3, relacionados à cadeia de valor (fornecedores e clientes).
Para atingir esses objetivos, a companhia investe em tecnologias de baixo carbono, como a utilização de caminhões elétricos de 72 toneladas, já em operação na Indonésia e em Minas Gerais e em cerca de 50 equipamentos de mina subterrânea no Canadá.
Também pode-se destacar o início da operação da usina do Sol do Cerrado, em Jaíba (MG), considerada uma das maiores plantas solares do país, com capacidade para gerar energia suficiente para o abastecimento de uma cidade com cerca de 30 mil habitantes.
Anglo American
Globalmente, a Anglo American tem empenhado esforços pela redução da emissão de carbono proveniente de suas operações e atua com parceiros para ajudar a descarbonizar as cadeias de valor.
No Brasil, um dos destaques dessa estratégia é o uso de fontes de energia renovável que já é tratado como imperativo nos processos de compra de eletricidade da empresa.
A partir 2022, 100% do consumo de energia elétrica da empresa no país (300 MW médios) passou a ser certificadamente proveniente de fontes renováveis como eólica, hidráulica e solar, marcando a conclusão da estratégia de aquisição de energia elétrica renovável pela empresa rumo a uma operação cada vez mais sustentável.
Em relação à redução da emissão de carbono, a companhia prevê, até 2030:
- diminuir as emissões líquidas de gases de efeito estufa em 30%;
- aumentar a eficiência energética em 30%;
- e ser neutra em carbono em oito dos seus sites operacionais, tornando-se globalmente neutra em carbono até 2040 (levando em conta as emissões diretas do negócio e combustíveis consumidos).
- Para emissões de clientes e fornecedores, a meta da empresa é uma redução de 50%, também até 2040.
AngloGold Ashanti
A AngloGold Ashanti tem o objetivo global da companhia é zerar, até 2050, a emissão de gases de efeito estufa. Para isso, a empresa utiliza tecnologia de ponta para o desenvolvimento de ações-modelo de sustentabilidade.
Referência em educação ambiental da Região Metropolitana de BH, o Centro de Educação Ambiental (CEA) fechará o primeiro trimestre deste ano apresentando inovações para neutralizar a emissão de dióxido de carbono pela AngloGold Ashanti.
O Centro hoje já possui 100% da sua energia consumida de fonte sustentável: 95% solar, por meio de placas fotovoltaicas, e o 5% restante por meio de geração hidrelétrica elétrica zero carbono certificada.
Além disso, possui biodigestor para resíduos orgânicos e sistema de reaproveitamento de água de chuva. Em 2023, três projetos carros-chefes do CEA irão contribuir para esse processo.
Outro projeto é um estudo em parceria com a Jataí Capital e Conservação, para geração de crédito de Carbono. A partir dos estudos em andamento nas áreas de conservação da AngloGold Ashanti, é possível gerar e certificar créditos.
Também está em funcionamento no CEA um novo recurso que vai facilitar a mobilidade dentro do Centro. Três triciclos de “zero emissão”, ou seja, elétricos, vão ajudar nos deslocamentos e na otimização do fluxo de pessoas nas dependências do Centro de Educação Ambiental.